Exclusivo 1961, o ano em que os Estados Unidos beliscaram a "pele" da Terra

Na década de 1960, o projeto Mohole, empreendimento norte-americano que reuniu cientistas de diferentes áreas e orçou dezenas de milhões de dólares, propôs-se perfurar 5 km no âmago da crosta terrestre. A expedição, relatada pelo escritor John Steinbeck, resultou num mero beliscão na "pele" da Terra.

A pose maternal de Kathleen Williams Spreckles a aconchegar o seu bebé, nascido um mês antes, ocupou toda a capa da revista norte-americana Life, na edição de 14 de abril de 1961. Kathleen, apresentada em manchete como "Mrs. Clark Gable", revelava aos leitores John Clark, nascido quatro meses após a morte do pai, o ator Clark Gable. Numa filmografia com mais de 60 longas metragens, Gable rendera as salas de cinema à sua interpretação em E Tudo o Vento Levou, em 1939. Vinte e dois anos volvidos sobre a estreia do filme que juntou as personagens de Scarlett O"Hara e Rhett Butler, a Life entregava 12 páginas da já referida edição de abril, sob o signo da família Gable, a uma outra estrela da cultura americana.

John Steinbeck, que se notabilizara com livros como A um Deus Desconhecido (1933) e As Vinhas da Ira (1939) e que em 1962 receberia o Prémio Nobel da Literatura, aceitou o desafio de embarcar num navio petroleiro, convertido em embarcação com carácter científico. Steinbeck, a par de uma tripulação onde se destacavam inúmeros sismólogos, geofísicos e geólogos, rumou às águas ao largo da ilha de Guadalupe, no Mar das Caraíbas. A reportagem escrita que se lhe seguiu, relatou aquela que era considerada, na época, empresa semelhante a desbravar o espaço.

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