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"Eu, escravo". Trabalhadores acusam empresário português

Eram pedreiros, estavam desempregados, um deles tem 63 anos. Responderam há semanas a um anúncio de jornal em Portugal que lhes prometia casa, comida e descontos no Luxemburgo. Dizem que se depararam com salários abaixo do mínimo, 60 horas de trabalho semanais, habitações sobrelotadas, até espancamentos. Apareceram no centro de Esch esta semana, dizendo que tinham fugido. E contaram isto. Originalmente publicado no jornal luxemburguês Contacto.

Procurar, ou o risco de ser encontrado

Em 2013, propus-me a uma demanda literária: encontrar as reportagens que Gabriel García Márquez tinha escrito sobre Portugal durante o PREC. Antes de ser escritor, o colombiano tinha sido jornalista e fundara uma revista chamada Alternativa. A sua primeira história internacional, tinha ele contado nas suas memórias, fora uma série de reportagens sobre os dias que sucederam a Revolução dos Cravos. Mas, por mais que eu procurasse, não encontrava neste lado do charco um qualquer rasto desses escritos.

O foguetão que levantou do Cais Sodré

Na madrugada de terça para quarta-feira, à porta do Roterdão Club, um rapaz argentino gastou todos os dados do telemóvel para mostrar à namorada um vídeo no YouTube. Era a noite de aniversário de David Bowie e a discoteca lisboeta celebrou a efeméride. Passou, aliás, toda a semana em comemorações. Hoje, sábado, é a última noite de festa - há um concerto dos Starmen, banda de tributo ao Camaleão. O argentino queria mostrar à sua miúda o vídeo que Chris Hadfield gravou na Estação Espacial Internacional. O astronauta canadiano cantou o tema Space Oddity com gravidade zero e com isso confirmou uma certeza: Bowie não era só deste mundo. Agora, na rua cor-de-rosa, um par latino-americano embarcava no mesmo foguetão que o cantor tinha lançado para a galáxia cinquenta anos antes. No telemóvel, a contagem decrescente - lá vai um foguetão a caminho de Marte.