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No Goethe-Institut só estão os corajosos"

No mundo há 130 milhões de falantes de alemão. Não espanta portanto o interesse dos portugueses por uma língua muitas vezes apresentada como difícil. Em tempos de pandemia, entre cursos online e aulas presenciais - que começam na próxima semana - o Goethe-Institut prepara-se para o novo ano letivo. O DN falou com a diretora do Departamento de Língua, Beata Weber, com as professoras Eulália Alves e Alcina Viana e com Marisa Fernandes que ali estuda desde 2011.

"Escrevi que a austeridade ia abrandar economia portuguesa. Estava errado"

Economista-chefe do FMI entre 2008 e 2015, Olivier Blanchard participou num debate online sobre o plano de recuperação europeu para o pós-covid organizado pelo Instituto Francisco Sá Carneiro, a Fundação Konrad Adenauer e o Partido Popular Europeu. Ao DN, o francês explicou que esta crise é muito diferente da anterior, talvez até mais fácil, e que os próximos nove meses são essenciais, e até pediu desculpas aos portugueses.

"Para evitar o populismo, os partidos tradicionais têm de fazer o seu trabalho"

PremiumProfessora de Ciência Política no Barnard College da Universidade de Columbia, especialista em estudos sobre a social-democracia e o fascismo na Europa dos séculos XIX e XX, a americana Sheri Berman é uma das oradoras da 4.ª edição das Conferências de Lisboa. A conferência, que será 100% virtual, realiza-se entre 30 de setembro e 2 de outubro e tem como tema "A aceleração das mudanças globais e os impactos da pandemia".

Foi de lágrima ao canto do olho que a mandei para o primeiro dia de aulas

A primeira vez que deixei a Mariana na escola, ela ainda nem tinha cinco meses. Eu ia voltar ao trabalho depois da licença de maternidade e a minha bebé foi para a Academia dos Miúdos. Claro que se me apertou o coração quando a deixei no infantário, mas vê-la ao colo da funcionária tranquilizou-me. Ela estava bem. Como estava bem quando a fui buscar. E no dia seguinte e nos restantes. Desde que lhe mudassem a fralda, dessem o leite e brincassem com ela, a Mariana estava feliz. Não chorei. Como não chorei quando a deixei na CEBE com 3 anos e ficou a brincar na sala e depois a explorar todo o espaço exterior da nova escola. Muito menos chorei quando entrou para o 1.º ano. A escola era a mesma, os colegas também e a professora Carla viria a ser adorada pela minha filha. Mas foi de lágrima ao canto do olho que hoje a fiquei a ver ir debaixo do chapéu-de-chuva para o 5.º ano na Delfim Santos.

"O meu pai nunca voltou porque não queria ver os Açores encolher na mente dele"

Katherine Vaz cresceu a ouvir o pai contar histórias da família que deixara nos Açores. De Saudade a Mariana, passando por Nossa Senhora das Alcachofras, a temática portuguesa está presente em toda a obra da escritora. Neste verão o DN republica algumas das reportagens integradas na rubrica sobre portugueses e luso-americanos de sucesso Pela América do Tio Silva. Este artigo foi publicado originalmente a 28 de abril de 2017.