Uma fantasia mexicana da Disney

Crítica a "Coco", de Lee Unkrich e Adrian Molina.

É uma alegria ver a Disney/Pixar restituir valores fundamentais à sua animação, depois de alguns filmes sem alma... A família, a música, o poder dos sonhos, tudo isto impregna a história de Coco de uma forma, ao mesmo tempo, clássica e original.

Acima de tudo, a singularidade do filme está na dimensão cultural: uma viagem colorida e emotiva ao México, a partir da tradição do Dia dos Mortos. É nesse contexto que o protagonista, um menino que deseja ser músico contra a vontade dos familiares, vai dar consigo na fantástica Terra dos Mortos, à procura de uma bênção que realize a sua vontade.

E esta é uma aventura genuinamente criativa, até no aspeto visual, com personagens muito consistentes e um admirável fôlego narrativo.

Estava mesmo a faltar uma animação assim, com este olhar sobre a beleza dos laços humanos, para lá das peripécias.

Classificação: *** Bom

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