Todas as sinfonias de Beethoven na nova temporada

Mega Ferreira e Pedro Amaral, diretor executivo e diretor artístico, deram a conhecer a nova temporada hoje.

A temporada que aí vem, com arranque em setembro com as nove sinfonias de Beethoven, é a quarta com Mega Ferreira na direção executiva e Pedro Amaral na direção artística será a última do mandato. "Termina este ano civil, a 31 de dezembro", afirma Mega Ferreira, na apresentação da programação barroca, clássica e sinfónica da Orquestra Metropolitana de Lisboa, na sua sede, junto à antiga Fil, em Lisboa.

Do programa deste ano consta a integral das sinfonias de Beethoven, tocadas quatro dias seguintes -- um evento que se repete em três ocasiões, em três cidades: Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal (15 a 18 de setembro), na Praça do Município, em Lisboa (28 de setembro a 1 de outubro) e no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra (de 13 a 16 de outubro), com direção do maestro Pedro Amaral.

O diretor artístico conta que quase não tiveram de explicar nada ao diretor do Luísa Todi. Quando ouviu as palavras integral e Beethoven, já estava a dizer "quero". "Tivemos dificuldade em recuar", afirma Pedro Amaral, logo interrompido por Mega Ferreira ao seu lado. "Também não queríamos". E explicam: o interesse era enorme, mas "três são suficientes", nota Pedro Amaral.
"Um músico é cada vez mais um atleta de alta competição. Deve estar preparado para esta proeza e mostrar a sua excelência.

O programa da temporada terá quase cem concertos. O que dá, segundo a direção, uma apresentação a cada três dias e meio.

O orçamento da programação mantém-se nos 280 mil euros, segundo Mega Ferreira: 250 mil para a programação e mais 30 mil para projetos especiais. "Seria mais razoável 300 mil euros, e a tendência vai para aí", nota o diretor executivo em final de mandato, admitindo um erro ("haverá outros mas não os vamos mencionar", ri-se): ter mudado os concertos da temporada barroca para sexta-feira.

"Já voltamos ao sábado", diz Mega Ferreira. O objetivo era não sobrepor o repertório barroco e clássico, habitualmente aos sábado no teatro Thalia. "Foi por isso que tínhamos deslocado. Mas à sexta-feira as pessoas não vão a concertos, vão jantar. A audiência aumentou de novo [no Palácio Foz]. No Thalia consolidamos público ao longo destes anos", afirma o diretor executivo.

Os números refletem também a popularidade da programação. As oratórias litúrgicas de Bach fizeram a diferença na temporada que agora encerra. "Temos aqui os nossos santinhos", diz Mega Ferreira.

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