Terrorismo afasta visitantes dos museus de Paris

Os ataques terroristas à capital francesa e outras regiões do país fizeram encolher o número de visitantes nos museus e galerias de Paris. Incluindo o museu mais visitado do mundo, o Louvre.

Os museus e galerias mais visitados em Paris sofreram em 2016 uma quebra de entradas na sequência dos ataques terroristas à capital e outras regiões em França, segundo dados estatísticos revelados ontem pela BBC

O Museu do Louvre, o mais visitado do mundo, sofreu uma quebra de 20% para 7,3 milhões, relativamente a 2015, enquanto o Museu d'Orsay obteve um total de entradas de três milhões, menos 13%, indica a BBC.

Acresce que durante cinco dias de junho tanto este museu como o d' Orsay foram obrigados a fechar, devido a inundações.

O diretor da instituição, Jean-Luc Martinez, disse ao jornal francês Le Figaro que 2016 "foi um ano difícil", e que o declínio de visitantes custou ao museu cerca de 10 milhões de euros, sem contar com a diminuição nas receitas provenientes das livrarias e dos restaurantes.

O responsável da instituição disse, numa entrevista de rádio, que a queda conleva a perda de 18% de americano, 31% menos de franceses e 61% menos de japoneses. Isto num museu em que apenas um terço dos visitantes são residentes em França.

Ainda assim, o Museu do Louvre foi o mais visitado do mundo, em 2015, e o bilhete de entrada custa 15 euros para adultos.

Centro Pompidou cresceu

O Centro Pompidou foi uma exceção, com uma subida de 9% nos visitantes, para 3,3 milhões, em 2016, mas anunciou que houve uma subida nos visitantes nacionais e uma descida nos estrangeiros. Ao contrário do Louvre, dominado por estrangeiros que visitam Paris, o centro Pompidou recebe 60% de franceses, o que explica por que razão terá caído no número de visitantes.

O museu celebra este ano os seus 40 anos de vida.

Efeitos do terrorismo

A capital francesa ainda está a sentir os efeitos dos ataques terroristas, que mataram 130 pessoas a 13 de novembro de 2015, e em Nice, em julho do ano passado, 86 pessoas morreram quando o condutor de um camião foi de encontro a uma multidão, que festejava o Dia da Bastilha.

Pelo contrário, em Portugal, aumentou o número de visitantes em todos os museus, monumentos e palácios tutelados pela Direção Geral do Património (DGPC).

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