Taylor Swift fez história. Com 1989 voltou a ganhar prémio de Melhor Álbum

Pela primeira vez uma mulher venceu duas vezes a categoria Álbum do Ano. Cantora conquistou ainda mais dois gramofones

Em 58 edições dos prémios Grammy apenas uma mulher conseguiu conquistar por duas vezes a categoria de Álbum do Ano. Esse feito foi alcançado somente na última segunda-feira à noite por Taylor Swift, graças ao seu muito aclamado 1989, álbum que lançou há pouco mais de um ano.

A cantora norte-americana foi uma das grandes vencedoras da edição deste ano dos Grammy e no discurso de agradecimento pelo referido prémio, depois de já ter arrecadado as estatuetas para Melhor Álbum Pop Vocal e Melhor Vídeo Musical (pelo teledisco de Bad Blood), frisou a importância social que teve esta distinção, numa altura em que a própria foi alvo de misoginia por parte do rapper Kanye West numa das suas mais recentes canções, Famous, do muito controverso álbum The Life of Pablo.

"Haverá pessoas no vosso caminho que tentarão sabotar o vosso sucesso, ou desvalorizar os vossos feitos ou a vossa fama. Mas se se focarem no trabalho e não deixarem essas pessoas desviar-vos [do vosso caminho], um dia, quando perceberem para onde caminham, saberão que são vocês e as pessoas que vos amam que vos colocarão lá [no topo]", disse.

Taylor Swift já tinha ganho o prémio de Álbum do Ano com Fearless, há seis anos, tinha então a cantora apenas 19 anos. Na altura era já uma estrela maior da música country, mas foi com 1989 que se deu a grande viragem no seu percurso. Aliás, a cantora que na segunda-feira abriu a cerimónia com Out of the Woods é bem diferente daquela que em 2010 partilhou aquele mesmo palco com Stevie Nicks. Swift é hoje um dos nomes maiores da pop a nível mundial, tendo deixado as raízes country onde deu os primeiros passos, ainda adolescente.

A decisão desta mudança no seu percurso tem-se revelado acertada, ou não fosse 1989, que é já o seu quinto álbum de estúdio, aquele que é também o mais bem-sucedido da sua carreira, com 8,6 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Aliás, em 2014 conseguiu mesmo ser o álbum mais vendido nos Estados Unidos, apesar de o lançamento ter acontecido apenas no final de outubro desse ano e de ter sido retirado da maior parte das plataformas de streaming, como o Spotify.

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