Sonhos e pesadelos da Internet

Crítica ao filme "Eis o admirável mundo em rede", de Werner Herzog.

Nome emblemático da renovação do cinema alemão nas décadas de 60/70 (a par de Rainer Werner Fassbinder, Wim Wenders, etc.), Werner Herzog tem-se dedicado ultimamente, com evidente eficácia e prazer, ao género documental - lembremos os exemplos de Grizzly Man (2005) ou A Gruta dos Sonhos Perdidos (2010).

Agora, com Eis o Admirável Mundo em Rede, convida-nos para uma viagem inesperada, perturbante e insolitamente divertida pelos prós e contras da Internet. Não se trata, entenda-se, de um filme apostado em "ensinar-nos" a utilizar (ou desligar...) os nossos computadores.

Nada disso. Através de sugestivas conversas com personalidades ligadas ao "mundo em rede" (professores, investigadores, investidores), Herzog vai inventariando os sonhos e pesadelos da Internet, fazendo-nos ver como os muitos links que usamos não são apenas uma multiplicação das fontes de informação. Tais links definem, sobretudo, um novo paradigma de (des)conhecimento e também, por isso mesmo, diferentes padrões para as relações humanas.

Classificação: *** Bom

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