Querubim Lapa na Basílica da Estrela a partir das 17.00

Artista morreu ontem ontem aos 90 anos. Ministro da Cultura destaca "uma das maiores referências da prática cerâmica". Presidente da República releva "criações notáveis".

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, lamentou a morte do artista plástico Querubim Lapa, que morreu na segunda-feira aos 90 anos. O governante considerou-o "um dos grandes artistas da terceira geração do modernismo português" e "uma das maiores referências da prática cerâmica".

"Fez parte do movimento neorrealista nos anos 40 e afirmou-se como uma das maiores referência da prática cerâmica, sem nunca abdicar do universo criativo da pintura", refere, em comunicado, o ministro da Cultura.

No texto, o ministro sublinha que os painéis produzidos para vários locais públicos "ficam como legado de grande dimensão histórica e artística do século XX português". "O seu trabalho como artista teve ainda uma dimensão exemplar em matéria didática e pedagógica, tendo lecionado na escola António Arroio e ensinado várias gerações de artistas", acrescentou.

Já o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou hoje pesar pela morte do artista plástico Querubim Lapa, que considerou um "nome maior da arte da cerâmica e da azulejaria, com uma obra imensa".

Numa nota publicada na página da Internet da Presidência da República, o chefe de Estado, que se encontra numa visita a Moçambique, manifestou o seu pesar pela morte de Querubim Lapa, destacando que o artista dedicou a "sua longa vida à criação de obras notáveis", como a cerâmica e a azulejaria, mas também na pintura, escultura, tapeçaria e desenho, com traços distintivos e um estilo autêntico incomparável".

"Cidadão interveniente e atento à realidade do povo português, foi pelas suas criações artísticas que manifestou a sua liberdade e o seu talento", é referido.

Na nota da Presidência a República é também destacado que Querubim Lapa foi um "homem completo, um professor dedicado a ensinar às gerações mais novas o que ele próprio aprendera com grandes mestres, como Barata Feyo e Trindade Chagas".

"Deixa-nos uma obra imensa, de inquestionável valor identitário nacional, e que decerto perdurará além do seu criador e na memória de todos os portugueses", é ainda sublinhado.

O corpo de Querubim Lapa vai estar em câmara ardente a partir das 17:00 de terça-feira na Basílica da Estrela, em Lisboa.

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