Memórias da emancipação feminina

"As Sufragistas", de Sarah Gavron

Eis uma tendência regular (quase sempre reforçada em véspera de Óscares): a produção de filmes de evocação histórica de determinadas conjunturas sociais de ruptura, tratadas com o "didactismo" mais ou menos maniqueísta dos convencionais telefilmes. Desta vez, trata-se de retratar as lutas pela emancipação feminina - em particular a reivindicação do direito ao voto - na Grã-Bretanha do princípio do século XX. Algum realismo das ambiências (obviamente não estranho à tradição, incomparavelmente mais rica, do realismo britânico) serve para sustentar uma narrativa de figuras heróicas cuja escassa densidade dramática é compensada pelo talento dos intérpretes - neste caso, naturalmente, sobretudo das actrizes. No centro dos acontecimentos, Carey Mulligan ("Uma Outra Educação", "O Grande Gatsby", "A Propósito de Llewyn Davis") é a mais brilhante. Sem esquecer Meryl Streep, utilizada como "actriz convidada" para um papel muito breve (a principal dirigente do movimento) que talvez não justifique a evidência com que a sua figura surge na promoção internacional do filme.

Veja aqui o trailer:

Classificação: **

Mais Notícias

Outras Notícias GMG