Meg Stuart explora memórias do próprio corpo em "Hunter"

Espetáculo no Teatro Maria Matos, em Lisboa.

A coreógrafa Meg Stuart vai apresentar, de hoje até sábado, no Teatro Maria Matos, em Lisboa, a coreografia Hunter, na qual explora o próprio corpo como arquivo povoado de memórias pessoais e culturais.

A coreógrafa e bailarina norte-americana de 50 anos, que vive em Berlim, na Alemanha, apresenta a criação no teatro municipal, às 21:30.

"Como é que eu posso digerir as muitas influências e traços que me formaram enquanto pessoa e artista? Como pode o meu corpo desdobrar genealogias quânticas e histórias por realizar?", são questões que a criadora coloca nesta peça.

Descobrindo traços em pequenas coisas que rodeiam o seu corpo, Meg Stuart traduz esses aspetos numa série de autorretratos.

"A experiência e a memória é cortada e emendada na mesa de edição da coreógrafa, de modo a revelar formas e ligações potenciais, tais como um corpo de desenho animado, um ritual de canto xamânico ou uma escultura sonora barulhenta", segundo um texto divulgado pelo teatro.

Com coreografia e performance de Meg Stuart, a peça tem dramaturgia de Jeroen Peeters, som de Vincent Malstaf, cenografia de Barbara Ehnes, adereços de Claudia Hill, iluminação de Jan Maertens e vídeo de Chris Kondek.

Meg Stuart fundou a sua própria companhia, Damaged Goods, em Bruxelas, em 1994. Através desta estrutura, Stuart realizou mais de 30 produções, que vão desde solos a coreografias de grande escala, criações 'site-specific' e projetos de improvisação.

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