Macacos como nós

Crítica a "O Quadrado", de Ruben Östlund.

Ruben Östlund, o cineasta sueco insolente, quis agora fazer um filme "topo de gama" para competir em Cannes e quis, claro, ganhar a Palma. Foi ele próprio quem confessou isso mesmo em Lisboa, durante o Leffest. A atribuição da Palma de Ouro só escandalizou a crítica mais conservadora que prefere os valores seguros dos autores mais respeitados.

Östlund tem duas coisas que muitos não perdoam: uma ousadia perigosa e uma vontade de proporcionar prazer ao espetador (ui, que pecado!). Este seu filme sociólogo é sobretudo um divertimento, uma meditação de sorriso aberto sobre como somos tão primatas: na arte, na vida e na cama.

Sátira sobre a culpa sueca, The Square já não abala tanto como o julgamento moral que era Força Maior, mas continua a deixar o espetador em cheque. Está aqui o favorito aos European Film Awards.

Classificação: **** Muito Bom

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