Governo brasileiro diz que Nassar promove consciência contra autoritarismo

Segundo o executivo brasileiro, "com apenas três livros publicados, Nassar é considerado pela crítica como um grande escritor graças à extraordinária qualidade da sua linguagem"

O Ministério da Cultura do Brasil elogiou hoje a atribuição do Prémio Camões 2016 ao escritor brasileiro Raduan Nassar, destacando uma obra que tem o "poder de intervenção" e promove a consciência "contra o autoritarismo".

"A sua obra tem poder de intervenção, promovendo uma consciência política e social contra o autoritarismo", lê-se numa nota sobre a atribuição da "mais importante premiação para escritores de língua portuguesa" ao escritor brasileiro.

Segundo o executivo brasileiro, "com apenas três livros publicados, Nassar é considerado pela crítica como um grande escritor graças à extraordinária qualidade da sua linguagem e da força poética da sua prosa".

O Ministério da Cultura do Brasil lembrou que "com uma tradução de "Um copo de cólera", pela editora Penguin Books, no Reino Unido, o autor integrou, também neste ano, a lista de classificados para o MAN Booker International Prize".

No comunicado, é ainda destacado que as duas primeiras obras do autor - "Lavoura Arcaica" e "Um copo de cólera" - "tornaram-se conhecidas do grande público a partir das versões cinematográficas que ganharam".

O júri do Prémio Camões 2016 justificou a atribuição, dizendo que o escritor "revela, no universo da sua obra, a complexidade das relações humanas em planos dificilmente acessíveis a outros modos do discurso".

"Muitas vezes, essa revelação é agreste e incómoda, e não é raro que aborde temas considerados tabu", lê-se na ata do júri.

O Prémio Camões, no valor de 100 mil euros, instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988, já foi entregue a 12 autores brasileiros.

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