Entradas no Museu Berardo vão custar cinco euros a partir de maio

A entrada será gratuita ao sábado, durante todo o dia, revelou nesta quarta-feira à agência Lusa fonte do museu

De acordo com o presidente do conselho de administração da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Coleção Berardo, José Berardo, este bilhete único permitirá o acesso a todas as exposições do Museu Coleção Berardo, e as crianças até aos seis anos ficam isentas de pagamento.

O Museu Berardo abriu em junho de 2007 - com entradas gratuitas desde então - e um acervo inicial de 862 obras da coleção de arte do empresário José Berardo avaliadas um ano antes em 316 milhões de euros pela leiloeira internacional Christie's.

Em novembro do ano passado, o protocolo de dez anos para cedência de obras da coleção Berardo e manutenção do museu no CCB, que terminava em 31 de dezembro, foi renovado por mais seis anos entre o colecionador e o Estado, através do Ministério da Cultura.

Desde a abertura do museu, o Museu Coleção Berardo recebeu mais de 6,6 milhões de visitantes, mais de um milhão só em 2016, quando se cumpriram os dez anos da assinatura do protocolo celebrado entre o colecionador Berardo e o Governo, segundo números da entidade.

A partir de 1 de maio, ainda segundo o presidente do conselho de administração da Fundação que gere o Museu Berardo, as visitas escolares com marcação passam a custar um euro por participante, "para usufruírem de uma visita orientada por um monitor quando da visita em grupo ao museu".

Nas entradas, terão ainda 50% de desconto os visitantes com idade superior a 65 anos, os visitantes dos seis aos 18 anos, e os visitantes com mobilidade reduzida.

Até agora, as entradas eram gratuitas por vontade do colecionador, mas o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, justificou, em novembro do ano passado, quando o protocolo foi renovado, a necessidade de cobrar bilhetes para "obter mais meios de financiamento".

A adenda ao protocolo de renovação assinado no ano passado estipula ainda que o orçamento para o museu proveniente do Estado passa a ser bienal, sendo que para 2017 é de 2,1 milhões de euros.

O novo acordo foi assinado para manter o museu por mais seis anos, com possibilidade de prorrogação caso não seja denunciado por nenhuma das partes.

Em janeiro, o ex-autarca António Capucho e a vereadora da Câmara de Lisboa Catarina Vaz Pinto foram nomeados para o conselho de administração da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Coleção Berardo, em representação do Estado, substituindo Fernando Seara, e Patrícia Salvação Barreto.

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