Pilar del Rio preside a júri de projeto artístico do Maria Matos

O concurso público para "um projeto artístico" destinado ao Teatro Municipal Maria Matos, em Lisboa, foi aberto hoje, anunciou a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), da Câmara Municipal de Lisboa (CML).

O prazo para apresentação de propostas, no concurso público de "seleção de um projeto artístico" para o Maria Matos, termina a 14 de maio e o vencedor será escolhido por um júri presidido pela presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Rio, de acordo com informação disponibilizada hoje no 'site' da EGEAC.

O júri do concurso, que inclui ainda a presidente do conselho de administração da EGEAC, Joana Gomes Cardoso, a atriz e encenadora Natália Luiza, o dramaturgo e investigador teatral Jorge Louraço e o jornalista Nuno Galopim, irá "selecionar o melhor projeto artístico para desenvolver no Teatro Maria Matos".

"O vencedor adquirirá o direito a tomar de arrendamento o edifício, assegurando o funcionamento do mesmo, nos termos de contrato a celebrar", lê-se no 'síte' da EGEAC.

Em dezembro, a vereadora da Cultura da CML, Catarina Vaz Pinto, anunciou um novo projeto de gestão dos teatros da autarquia, que, segundo a autarca, tem por objetivo resgatar lugares associados à cultura e diversificar a oferta cultural da cidade.

O plano abrange 11 teatros, dois dos quais - São Luiz e Maria Matos - estão sob gestão da EGEAC, e vai permitir o "resgate de mais dois teatros para a cidade [Bairro Alto e Luís de Camões] e a diversificação de públicos".

Na altura, Catarina Vaz Pinto explicou que o novo plano prevê que apenas o Maria Matos seja gerido por uma entidade externa.

O anúncio gerou contestação, e, entre outras iniciativas, deu origem a uma petição assinada por mais de 2.500 pessoas para a manutenção desta sala na esfera autárquica, que foi entregue na Assembleia Municipal de Lisboa.

Já em fevereiro, a CML aprovou as "linhas orientadoras relativas à programação" do Teatro Maria Matos, tendo a proposta sido aprovada com os votos favoráveis do PS e do PSD e os votos contra do CDS-PP, BE e PCP.

A proposta aprovada refere que o Maria Matos deverá passar a ser um teatro "com uma nova missão", vocacionado para "espetáculos de grande público, predominantemente teatro".

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