A história de amor continua: Muse abrem Rock in Rio Lisboa

A banda britânica é a mais recente confirmação do festival, que também irá contar com os americanos Bruno Mars e The Killers como cabeças de cartaz

Uma das bandas mais acarinhadas pelo público português, os Muse estão de regresso dois anos depois da última visita, para um concerto integrado na programação do Rock in Rio Lisboa, onde serão os cabeças de cartaz do primeiro dia do festival, a 23 de junho. É o regresso da banda britânica ao Parque da Bela Vista, onde já estiveram estiveram há uma década, na terceira edição portuguesa do Rock in Rio e novamente em 2010, sempre com concertos esgotados.

É aliás já bem antiga a história de amor entre o público português e os Muse, que tocaram pela primeira vez em Portugal no dia 23 de agosto de 2000, no já extinto festival da Ilha do Ermal, em Vieira do Minho. A banda composta por Matthew Bellamy (guitarrista e vocalista), Christopher Wolstenholme (baixista) e Dominic Howard (baterista) tinha acabado de editar o álbum de estreia Showbizz e apesar de desconhecida para a maior parte dos presentes, então mais interessados em assistir aos de Limp Bizkit ou Deftones, conseguiram dar um dos mais elogiados concertos do festival.

Os Muse tinham surgido poucos anos antes, em 1994, na pequena cidade litoral de Teignmouth, no sul de Inglaterra, depois dos membros da banda se terem conhecido no liceu local. Chamavam-se na altura Rocket Baby Dolls e, com uma estética algures entre o gótico e o glam-rock, venceram um concurso local de bandas. Foi já como Muse e após muitos concertos na região natal, que foram convidados para abrir os espetáculos dos Skunk Anansie em Londres e Manchester e para atuar no regressado festival de Woodstock, nos Estados Unidos. Estavam finalmente lançados e quando Showbizz é editado, em 1999, são já uma banda de culto junto dos fãs mais atentos de rock alternativo.

Regressariam a Portugal em 2002, um ano depois de lançarem o segundo disco, Origin of Symmetry, para dois primeiros concertos na Aula Magna, em Lisboa, e no Hard Club, no Porto, naquela que terá sido a última oportunidade para ver a banda verdadeiramente olhos nos olhos. A partir daí nada mais seria igual, com os Muse a ascenderem de vez à primeira liga do rock mundial. Desde então já passaram pelo Sudoeste (também em 2002), Super Bock Super Rock (2004), Campo Pequeno (2006), Rock in Rio Lisboa (2008 e 2010), Pavilhão Atlântico (2009), Estádio do Dragão (2013), NOS Alive (2016) e novamente Meo Arena (também em 2016), para dois concertos esgotados.

Das orquestrações clássicas de Absolution (2003) à eletrónica de Black Holes and Revelations (2006), da militância política de The Resistance (2009) ou The 2nd Law (2012) ao rock mais direto do último Drones (2015), tudo cabe dentro do vasto universo estético da banda, em tempos apelidada de "os novos Queen", pelo como como se consegue reinventar a cada disco. É no entanto ao vivo que os Muse melhor provam o porquê disto tudo, como o público português, mais uma vez, terá oportunidade de comprovar. De novo no Rock in Rio.

A banda britânica, que já anunciou um novo álbum para 2018, junta-se assim a ao cantor americano Bruno Mars, atua a 24 de junho, e aos também americanos The Killers, com concerto marcado para o fim de semana seguinte, a 29, faltando ainda neste momento conhecer quem será o cabeça-de-cartaz para o último dia de festival, a 30. Os bilhetes diários, a euro69 euros, estão já disponíveis, havendo também este ano a novidade de se poder adquirir um passe para o primeiro fim-de-semana, pelo valor de 117euro euros. A edição de 2018 vai ainda contar com mais horas de animação, pois o recinto passará a abrir portas às 12.00.

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