Premium Um jovem fugido da Dinamarca faz nascer Sophia no Porto

Para Sophia, primeiro era o Porto, depois gostou de Lisboa, a seguir apaixonou-se pelas praias do Algarve, que lhe faziam lembrar nos anos 1960 a Grécia mítica que tanto a inspirou.

A vivência da cidade do Porto está muito presente na obra da poeta Sophia de Mello Breyner Andresen e pode até se dizer que está na génese dos seus primeiros trabalhos literários, além de bastante reconhecível no livro inicial, Poesia (de 1944). Uma edição de trezentos exemplares custeada pelo pai mas que irá pagar-se a si própria e na qual, principalmente, se observa a influência da natureza daquela cidade nos seus tempos de criança e de adolescente.

Essa inspiração não foi nunca escondida e a própria poeta a exalta quando recorda o Porto e as memórias da juventude, como é o caso do lugar muito importante que é o atual Jardim Botânico do Porto, que ocupou parte da propriedade familiar da Quinta do Campo Alegre até 1949 e que foi também parcialmente ocupada com a nova Ponte da Arrábida. Seria este espaço, com extensos e belos jardins, que inspiraria Sophia durante toda a vida e cujas sensações a poeta irá reproduzir na escrita sob variadas formas, destacando-se a liberdade de movimentos para as brincadeiras infantis que irão estar presentes nos livros infantojuvenis e nos poemas em que a natureza domina.

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