Atualidade

Opinião

Leonídio Paulo Ferreira

Peixe, soberania e regresso à guerra aqui tão perto

Entre o chamado "muro de segurança" marroquino e a fronteira mauritana distam cinco quilómetros. E a essa terra de ninguém dá-se o nome de Passagem de Guerguerat, de repente nas notícias, mas até há umas semanas só conhecida dos fanáticos de geografia e, claro, dos governantes marroquinos e dos líderes da Frente Polisário, o movimento que desde 1975 luta pela independência do Sara Ocidental (províncias do Sul, diz Rabat). Ora, Guerguerat só se tornou célebre porque a ação do exército marroquino para desfazer um bloqueio organizado pela Polisário levou esta última a pôr fim ao cessar-fogo que durava desde 1991.

Leonídio Paulo Ferreira

Pedro Tadeu

O PCP apagou a Coreia do Norte?

A discussão à volta do XXI Congresso do PCP tem três grandes matérias: a realização da iniciativa durante o estado de emergência, a eleição das pessoas que vão dirigir o partido e o texto da Resolução Política. Ao fim de um dia de trabalhos, constato que o primeiro assunto parece que só interessa a quem está fora do PCP. Para os comunistas é apenas um bom pretexto para reclamar independência nas ideias e na ação e apontar motivos de perseguição política.

Pedro Tadeu

Mais atualidade

Adriano Moreira

A insegurança

Segundo notícias, são avaliados 50 milhões de seres humanos atingidos pela pandemia, e entre novas notícias, provavelmente a de que há 27 concelhos portugueses que têm mais de mil casos por cem mil habitantes. Estas, possivelmente não inteiramente identificadoras da dimensão da crise, agravaram-se quando a OMS divulgou que a Europa se transformou num novo epicentro do vírus, porque na vigorosa Alemanha, na Espanha, na Itália, e agora Portugal, o espaço Schengen sofre uma rude prova, a qual, segundo o Le Monde, poderá ser a recessão. Não é uma notícia que amenize a questão, a qual é mundial e não só europeia, que o teimoso Trump tenha há poucos dias declarado o estado de emergência, que lhe deve contribuição de teimosa conduta.

Adriano Moreira

Paulo Baldaia

Acontece que o dinheiro é do povo, meus amigos

Vocês querem ver que os deputados perderam a cabeça e colocaram Portugal, de novo, à beira do abismo onde acabará por cair, perdendo, definitivamente, o direito de ser olhado com respeito por uma comunidade internacional que, verdadeiramente, só obedece aos famosos mercados? É, aconteceu! Aprovaram uma norma no Orçamento do Estado que impede o Governo de prever uma abertura dos cofres do Terreiro do Paço, lá para maio, e retirar mais 476 milhões para confortar os donos do Novo Banco, por desvalorização de ativos.

Paulo Baldaia

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