Henrique Burnay

Não basta haver muito dinheiro europeu

Há duas grandes diferenças entre o anúncio de Merkel e Macron, feito na segunda-feira passada, e o que a Comissão Europeia tinha antecipado e deverá ser, finalmente, apresentado esta semana: falaram os patrões e disseram quanto estavam dispostos a gastar. Ou, se quisermos ser mais diplomáticos, falaram os principais acionistas e deram um número. Sendo que um deles, a França, até tem mais fraquezas internas que muitos dos acionistas minoritários, mas é a França.

Henrique Burnay

Ferreira Fernandes

A felicidade vai desabar sobre os homens, vai

Eu falava com um amigo brasileiro. Brincava com ele, um bocadinho com aquela mania de que é possível brincar com tudo... Eu brincava sobre um assunto, o presidente deles, convencido de que, sendo entre amigos, não havia acinte. E este, de facto, não me era cobrado pelo meu amigo. Mas vi-o triste. Percebi então o sentido daquela frase feita: não se fala de corda em casa de enforcado. Eu brincava sobre o calhau, aquele que não é só ególatra como Trump, mas burro, burro, como só ele, Jair Messias Bolsonaro.

Ferreira Fernandes

João Lopes

Para acabar com o cinema em Portugal

Por princípio, evito comentar a actualidade cinematográfica em função da minha própria experiência enquanto jornalista e crítico. Ainda assim, perante a carta das empresas distribuidoras de cinema, associadas da FEVIP, dirigida ao ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, permito-me dar conta de um ponto de vista pessoal: considero o cinema dos EUA uma importantíssima área de produção, certamente com muitos contrastes e diferenças de valor; na prática, ao longo das décadas da minha actividade profissional, desde as atribulações temáticas e estéticas dos anos 70 até ao presente, sempre encontrei na produção americana - dos grandes estúdios aos mais remotos independentes - muitos dos títulos mais fascinantes do cinema de cada época.

João Lopes

Leonídio Paulo Ferreira

Alguém que não goste de Jacinda?

A primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, deve andar entre os líderes mais populares do mundo, mesmo governando uma pequena nação dos antípodas. A sua ideia de uma semana de trabalho de quatro dias para dar oportunidade à população de conhecer o próprio país foi recebida com aplauso geral, e muita gente gostava que não fosse algo só para os kiwis, o petit nom dos cinco milhões de neozelandeses. Com o país fechado para evitar a covid-19 - uma luta tão bem-sucedida que na sexta-feira houve um caso depois de quatro dias sem notícias de novos infetados -, a intenção é salvar a indústria turística nestes tempos de pouca vontade de fazer voos transcontinentais.

Leonídio Paulo Ferreira

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Carina Branco e Nicolas Temple partilham as suas sugestões para esta quarentena, a partir de Paris, onde

A pandemia vista por uma família luso-francesa em Paris

Carina Branco e Nicolas Temple são um casal luso-francês que tem enfrentado a pandemia na segurança de casa, em Paris. Todos os dias são um desafio extraordinário: levar o filhote - o Raphaël - por viagens inesquecíveis à volta do mundo sem sair de casa. Um sem número de aventuras vividas em família que seguramente já se converteram em coloridas memórias que contrastam com os tempos cinzentos que vivemos. A par disso, a Carina ainda nos explica como passou a fazer jornalismo a partir de casa e o Nicolas fala-nos dos desafios que se colocam aos trabalhadores intermitentes do espetáculo. É o caso dele. É videógrafo e realizador habituado a contar histórias pelo enquadramento de uma câmara. Juntos deram forma a uma conversa entre amigos, repleta de grandes sugestões para explorar nos dias de desconfinamento.